Novas tecnologias de gesto e voz dão cara de ficção científica aos computadores

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Respostas à questão de qual será o futuro dos computadores costumam ser dadas com exemplos da ficção.

Filmes como “Minority Report” popularizaram a ideia de visual futurista e máquinas inteligentes que entendem voz e gestos. Mas será isso o que aposentará o mouse e o teclado?

Parte da indústria de tecnologia aposta que sim, mas especialistas são moderados nas previsões sobre como os PCs que conhecemos atualmente mudarão.

A ideia de uma revolução no modo como interagimos com tais objetos tem parecido mais próxima com o lançamento de produtos acessíveis que encarnam funções pensadas nos filmes.

Um exemplo famoso é o Leap Motion, aparelhinho que permite controlar computadores por gestos, mas outros gadgets e tecnologias novos formam uma lista extensa.

Um aparelho desenvolvido pela Universidade de Minnesota, por exemplo, consegue controlar drones por meio de sensores ligados ao cérebro do usuário. A Prime Sense, inventora do Kinect, trabalha em uma miniatura do dispositivo para celulares.

Recentemente, a Intel criou um fundo de US$ 100 milhões para premiar iniciativas no campo que intitula de “computação perceptual”.

A ideia é que computadores estarão presentes em todos os objetos, interagirão com os seres humanos por meio de “interfaces naturais”, como gestos e voz, e serão pró-ativos, ou seja, adivinharão a vontade do usuário.

Scott Berkun, escritor e autor de livros sobre inovação, diz acreditar que, ao contrário das previsões cinematográficas, o futuro das interfaces será “entediante”.

“As principais formas como interagimos com o computador ainda são as mesmas: nós usamos os dedos para digitar letras e números. [Novas invenções] não vão mudar isso, enquanto nossa principal atividade [no computador] for ler e escrever” disse por e-mail à Folha.

Tal Dagan, vice-presidente de marketing da Prime Sense, também vê com reticência a ideia de novas interfaces se tornarem dominantes.

“Eu acho que gestos, por exemplo, têm potencial para a televisão, que tem uma interface ruim. Mas notebooks e computadores já funcionam bem, não há uma demanda forte por mudanças”.

  Editoria de Arte/Folhapress  

 

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